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Ipea e Cade lançam 5º volume do livro Avaliação de Políticas Públicas no Brasil

Em sete artigos, pesquisadores analisam efeitos de fusões de grandes grupos, combate a cartéis, entre outros aspectos da concorrência

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), lançaram nesta quarta-feira (23) o quinto volume do livro “Avaliação de Políticas Públicas no Brasil: uma análise das políticas de defesa da concorrência”. Composto por sete artigos, a publicação traz importantes análises sobre fusões recentes de grandes empresas brasileiras, surgimento de grandes grupos empresariais de educação e combate aos cartéis.

No artigo de abertura do livro intitulado “Avaliação Ex post de ato de concentração: o caso Sadia-Perdigão”, os pesquisadores Lílian Santos Marques e Guilherme Mendes Resende, buscam verificar a efetividade das políticas adotadas, a partir da fusão que deu origem à BRF Brasil Foods, que movimentou o mercado de alimentos congelados entre os anos de 2008 e 2013. Sadia e Perdigão eram líderes no mercado nacional e estavam entre as principais empresas exportadoras brasileiras.

Em “Remédios antitruste em atos de concentração: análise da jurisprudência do Cade de 2014-2019”, Maria Cristina Attayde e Patrícia Sakowski, avaliam a evolução da aplicação de remédios antitruste pelo Cade sob a perspectiva das diretrizes e recomendações previstas no guia de remédios do órgão em outubro de 2018. A pesquisa realizada levou em consideração atos de concentração aprovados sob a condição de celebração de acordos em controle de concentrações no período 2014-2018.

Único artigo que aborda o tema da educação, “O surgimento de grandes grupos empresariais de educação superior e os efeitos sobre a qualidade do ensino”, Gerson Carvalho Bênia busca investigar se a aquisição de instituições de educação superior privadas por grandes grupos econômicos, que dominam o mercado brasileiro, gera efeitos sobre a qualidade do ensino prestado. O estudo foi direcionado para cursos de graduação em administração, direito e ciências contábeis, assim como para o conjunto de cursos avaliados no ano III do ciclo avaliativo.

O quinto volume do livro traz ainda dois artigos que analisam casos específicos de cartéis, sendo o primeiro intitulado “Mensurando os benefícios de combate a cartéis: o caso do Cartel de Britas”, de autoria de Guilherme Mendes, Lucas Motta e Ricardo Carvalho e, o segundo, denominado “Mensurando os benefícios de combate a cartéis: o caso do Cartel de postos de combustíveis no Distrito Federal”, de Lucas Motta e Guilherme Mendes.

Já no artigo “Antidumping e concorrência no Brasil: uma avaliação empírica”, os pesquisadores Sérgio Kannebley Júnior, Rodrigo Ribeiro e Glauco Oliveira avaliam, por meio de técnicas econométricas recentes como a aplicação de medidas antidumping diminui a competitividade industrial e o grau de concorrência, beneficiando as empresas protegidas em relação ao restante dos setores industriais. De acordo com os autores, embora tenha ganhado amplo uso por países desenvolvidos e em desenvolvimento, o antidumping pode não apenas colocar em risco o aumento da eficiência econômica do setor protegido, como pode comprometer a competitividade geral da economia, visto que muitos produtos atingidos pelas medidas são insumos para outras indústrias.

Acesse o livro na íntegra

 

Fonte: https://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=37290&catid=1&Itemid=7

COVID-19 – Entrada no Brasil: conheça as novas regras

A Portaria interministerial 648/2020, publicada nesta quarta-feira (23/12), trouxe novos ajustes nas regras para entrada de brasileiros e estrangeiros no país

O texto da Portaria 648/2020 veta temporariamente a chegada ao Brasil de voos que tenham origem ou passagem pelo Reino Unido.

Todos os viajantes, brasileiros ou estrangeiros, terão que apresentar teste do tipo RT-PCR negativo para Covid-19 para embarcar para o país. 

Confira as regras e os procedimentos que devem ser adotados para entrada no Brasil. 

 Declaração de Saúde do Viajante (DSV) – Obrigatória 

  • Obrigatória para todos os viajantes, brasileiros ou estrangeiros, que estejam chegando ao país. 
  • O viajante deve apresentar o e-mail de comprovação de preenchimento da Declaração de Saúde do Viajante à companhia aérea. 

 Acesse o formulário de Declaração de Saúde do Viajante (DSV)*: https://formulario.anvisa.gov.br/

 Teste RT-PCR para Covid – Obrigatório 

  • O teste com resultado negativo ou não reagente para Covid-19 é obrigatório para todos os viajantes, brasileiros ou estrangeiros, que queiram embarcar para o país, independentemente de sua origem. 
  • O teste deve ser apresentado antes do embarque e feito em até 72 horas antes do embarque. 
  • A medida entra em vigor no dia 30 de dezembro 
  • Crianças com idade entre 2 e 12 anos estão dispensadas do teste desde que seus acompanhantes cumpram todas as exigências. 
  • Crianças entre 2 e 12 anos viajando desacompanhadas são obrigadas a apresentar o teste, da mesma forma que os demais viajantes. 
  • Crianças menores de 2 anos estão dispensadas da apresentação do teste. 

 Voos provenientes do Reino Unido  

  • Todos os voos com origem ou passagem pelo Reino Unido estão proibidos temporariamente de entrar no Brasil. 
  • A medida entra em vigor à zero hora do dia 25/12/2020. 

 Viajantes que estiveram no Reino Unido 

  • Estrangeiros que estiveram no Reino Unido nos últimos 14 dias não estão autorizados a embarcar para o Brasil. 
  • Brasileiros que estiveram no Reino Unido nos últimos 14 dias poderão entrar no país com a obrigação de realizar quarentena de 14 dias. 
  • As restrições entram em vigor no dia 25/12/2020. 

 Confira o texto integral da Portaria 648/2020.

Início da exigência

A obrigatoriedade de apresentação da Declaração de Saúde do Viajante (DSV) e do teste negativo para Covid-19 começa na próxima quarta-feira, 30 de dezembro.

*O formulário da DSV comporta ajustes até o dia 27/12/2020, quando entra em operação. A Anvisa solicita a colaboração dos usuários no sentido de enviarem dúvidas e questionamentos sobre o funcionamento do formulário para o e-mail declaracao.viajante@anvisa.gov.br.

 

Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/entrada-no-brasil-conheca-novas-regras

Conasems abre chamada para propostas de artigos sobre judicialização da saúde que comporão publicação em 2021

O Conasems convida gestores, operadores do direito e técnicos das secretarias municipais de saúde e demais gestores e trabalhadores do SUS, pesquisadores, atores do sistema de justiça e demais interessados a submeterem resumos de artigo sobre judicialização da saúde nos municípios para publicação que será lançada em 2021. 

Os resumos serão avaliados por uma comissão julgadora e os autores dos trabalhos selecionados serão convidados a escrever artigo completo inédito para compor um livro sobre a Judicialização da Saúde nos Municípios a ser publicado pela Conasems.

Os resumos devem ser enviados para o e-mail livrojudicializacao@conasems.org.br até 18 de janeiro. Clique aqui para ler o chamamento na íntegra.

Serão aceitos resumos nas seguintes áreas temáticas:

1) Teses jurídicas: discussão de teses jurídicas a partir da doutrina e jurisprudência relativas ao direito à saúde que abordem a temática da judicialização da saúde nos municípios;

2) Diagnóstico da judicialização nos municípios: abordagem do perfil da judicialização, impactos por ela causados, dentre outros;

3) Experiências no enfrentamento da judicialização: experiências relativas ao desenvolvimento de sistemas para produção de dados, melhoria nos processos para avaliações de pedidos administrativos e judiciais, iniciativas de diálogo e colaboração entre gestores de saúde e atores do sistema de Justiça, formação e treinamento de recursos humanos, entre outros;

4) Questões federativas: diálogo e colaboração entre municípios, estados e União; disputas relativas ao cumprimento de decisões ou outras questões relacionadas à judicialização;

5) Judicialização na pandemia de COVID-19: relatos sobre o perfil da judicialização durante a pandemia, dentre outros.

 

Se atente aos prazos!

Data limite de submissão Resumo: 18 de janeiro de 2021

Prazo para envio do artigo finalizado: 31 de março de 2021

Data de publicação estimada: julho de 2021

Em caso de dúvidas, envie um e-mail para livrojudicializacao@conasems.org.br

 

Fonte: https://www.conasems.org.br/conasems-abre-chamada-para-propostas-de-artigos-sobre-judicializacao-da-saude-que-comporao-publicacao-em-2021/

Presidente da República e ministro Eduardo Pazuello apresentam plano de vacinação contra a Covid-19: “Todas as vacinas produzidas no Brasil terão prioridade do SUS”

Durante o lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, na manhã desta quarta-feira (16/12), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reforçou o compromisso do Governo Federal em incorporar todas as vacinas contra o coronavírus que obtiverem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Todas as vacinas produzidas no Brasil, ou pelo Butantan, pela Fiocruz ou qualquer indústria, terão prioridade do SUS e isso está pacificado”, disse. O lançamento aconteceu em cerimônia no Palácio do Planalto com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

Com o slogan “Brasil imunizado. Somos uma só nação”, a campanha do Ministério da Saúde irá esclarecer a população sobre todo o processo de desenvolvimento, aprovação, distribuição e vacinação contra o coronavírus.

Na cerimônia, Bolsonaro recebeu o documento das mãos de Pazuello e da coordenadora do Plano Nacional de Imunização (PNI), Francieli Fantinato, e destacou a importância do planejamento do Brasil para o combate à Covid-19.

Em seu discurso, Pazuello prestou solidariedade às vítimas da Covid-19 e parabenizou os profissionais de saúde que estão na linha de frente no enfrentamento da pandemia. Além disso, o ministro destacou a força do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“Vamos nos orgulhar da nossa capacidade. Acreditem. Temos o maior sistema de saúde pública do mundo e o maior programa de vacinação do mundo”, disse. O ministro ainda reforçou que o país é atualmente referência em produção de vacinas na América Latina.

A apresentação do plano foi realizada pelo secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, que classificou o dia como histórico e agradeceu a confiança dada pelo presidente Bolsonaro. “Cada vez mais somos uma só nação. O plano é dinâmico. Ele nos dá estratégias para a vacinação contra Covid-19”.

A pasta também quer incentivar as pessoas a aderirem ao aplicativo Conecte-SUS. Além de oferecer informações sobre as vacinas contra a Covid-19, a ferramenta também serve como uma caderneta digital de vacinação, permitindo o acesso e o acompanhamento ao histórico de vacinas aplicadas ao paciente, melhorando, assim, o monitoramento da imunização feito pelo Ministério da Saúde.

A campanha terá ampla divulgação nos meios de comunicação, internet, além de mobiliário urbano, peças publicitárias e anúncios.

 

OPERAÇÃO

Pelo planejamento, o início da distribuição das doses realizada pelo Ministério da Saúde acontecerá em até cinco dias após aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As vacinas serão enviadas aos estados, que serão encarregados de distribuir aos municípios.

“Todas as vacinas produzidas pelo Brasil terão prioridade do SUS. Todos os estados brasileiros serão tratados de forma igualitária, proporcional e grátis, recebendo vacinas registradas e com garantia de sua segurança e eficácia”, disse o ministro da Saúde.

A previsão é de que a vacinação dos grupos prioritários seja concluída no primeiro semestre de 2021. São eles:

– Primeira fase: trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena;

– Segunda fase: pessoas de 60 a 74 anos;

– Terceira fase: pessoas com comorbidades (como portadores de doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras);

Outros grupos populacionais também considerados prioritários, como professores, trabalhadores dos serviços essenciais (forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema de provação de liberdade), populações quilombolas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e outros grupos serão contemplados na continuidade das fases, conforme aprovação, disponibilidade e cronograma de entregas das doses a serem adquiridas.

A estimativa do Ministério da Saúde é que sejam necessários 12 meses após o fim da  etapa inicial para realizar a imunização da população em geral. O plano destaca que algumas de suas diretrizes são dinâmicas, e que ele poderá ser revisado com o andamento da campanha, de acordo com as vacinas a serem incorporadas ao SUS. O prazo da vacinação também pode ser alterado conforme a quantidade de doses disponíveis.

O Ministério da Saúde tem a intenção de ofertar a vacina contra a Covid-19 a toda a população para a qual o imunobiológico esteja aprovado, considerando sempre, em primeiro lugar, a proteção dos grupos vulneráveis e a manutenção dos serviços essenciais.

No Brasil, quatro vacinas estão na fase III de testes: AstraZeneca, Janssen, Sinovac e Pfizer – nenhuma solicitou registro emergencial na Anvisa até o momento.

LOGÍSTICA

 

A logística de distribuição das vacinas será realizada via aérea e rodoviária – essa última contando com uma frota atual de 100 veículos com baús refrigerados que se encontram em processo de expansão para 150 veículos até o final de janeiro de 2021. Toda frota possui sistema de rastreamento e bloqueio via satélite.

O Ministério da Saúde terá o apoio da Associação Brasileira de Empresas Aéreas por meio das companhias aéreas, Azul, Gol, Latam e Voepass, para transporte gratuito da vacina Covid-19 às unidades federadas do país que necessitam do transporte aéreo para a chegada das doses.

“O Governo Federal distribui até o estado, o estado vai fazer a distribuição aos municípios junto com o Ministerio da Defesa, que fará a segurança desse trabalho. A partir daí, os municípios executam o plano de vacinação”, explicou Pazuello.

MAIS DE 300 MILHÕES DE DOSES

O Brasil já garantiu mais de 300 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 por meio dos acordos com a Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões de doses) e Covax Facility (42,9 milhões de doses).

O Brasil também terá capacidade de produção de doses pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) após acordo de transferência de tecnologia com a farmacêutica AstraZeneca, que produz a vacina da Universidade de Oxford, o que garante mais 110 milhões de doses previstas para o segundo semestre de 2021.

Além disso, memorandos de entendimento foram fechados com a farmacêutica Pfizer para aquisição de 70 milhões de doses –  8,5 milhões de doses até junho de 2021, sendo 2 milhões de doses previstas para o primeiro trimestre – e com a farmacêutica Janssen, para aquisição de 38 milhões de doses – dessas, 3 milhões de doses já para segundo trimestre de 2021.

Há também acordos em andamento com o Instituto Butantan e farmacêuticas Bharat Biotech, Moderna, Gamaleya e Janssen.

A partir dos memorandos de entendimento, o Ministério da Saúde prossegue com as negociações para efetuar os contratos, a fim de disponibilizar o quanto antes a maior quantidade possível de doses de vacina para a imunização dos brasileiros.

ORÇAMENTO

O Ministério da Saúde já garantiu a abertura de crédito extraordinário no valor de R$ 1,9 bilhão para encomenda tecnológica associada à aquisição de 100,4 milhões de doses de vacina pela AstraZeneca/Fiocruz e R$ 2,5 bilhões para o Covax Facility para aquisição de doses de 10 laboratórios vinculados ao consórcio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Também foram disponibilizados R$ 177,6 milhões para custeio e investimento na Rede de Frio e R$ 80,5 milhões para aquisição de mais de 340 milhões de seringas e agulhas.

Novos investimentos também estão previstos, de acordo com o presidente Bolsonaro: “Nos próximos dias, talvez essa semana, vamos liberar R$ 20 bilhões para comprarmos a vacina daquela empresa que se encaixar nos critérios de segurança da Anvisa”, disse.

Serão distribuídos, ainda, os EPI necessários para os profissionais de saúde envolvidos no processo de vacinação contra a covid-19.

Acesse aqui ao plano de vacinação.

 

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/presidente-da-republica-e-ministro-eduardo-pazuello-apresentam-plano-de-vacinacao-contra-a-covid-19-201ctodas-as-vacinas-produzidas-no-brasil-terao-prioridade-do-sus201d

TELEMEDICINA – Plataforma online viabiliza a emissão de receitas, prescrição de exames e outros documentos à distância

Consultório Virtual: profissionais de saúde têm até 31 de dezembro para aderir à ferramenta

Mais de 25 mil atendimentos, 13 mil prescrições simples, 5 mil prescrições médicas, 5 mil solicitações de exames e mais de 1 mil atestados. Esse é o balanço de sete meses de operação do Consultório Virtual na Atenção Primária à Saúde (APS), criado pelo Ministério da Saúde para facilitar o contato entre profissionais de saúde e usuários do SUS. Médicos, enfermeiros e dentistas têm até o dia 31 e dezembro de 2020 para aderir à ferramenta.

Em operação desde maio, a plataforma viabiliza a emissão de atestados, solicitações de exames e prescrições de medicamentos – tudo de forma on-line. A iniciativa permitiu que pacientes com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, pudessem seguir o acompanhamento médico à distância mesmo durante a pandemia da Covid-19, e ter o acesso virtual às receitas, que contam com a assinatura eletrônica dos profissionais.

“Essa alternativa por meios digitais foi uma experiência iniciada às pressas por conta da situação de emergência pública de saúde, mas que foi muito importante e acelerou no Brasil a discussão sobre isso. Só recebemos relatos positivos de pacientes”, conta a diretora de Atenção Primária de Região de Saúde Norte, Renata Mercês da Silva, que ajudou a implantar a plataforma no Distrito Federal.

A adesão à ferramenta e o cadastro dos profissionais devem ser feitos pelos gestores locais por meio da plataforma e-Gestor AB. A assinatura digital pode ser usada gratuitamente por um ano e dialoga com o Informatiza APS, programa que incentiva a digitalização de dados e dos serviços do SUS de modo seguro e sustentável.

SAIBA MAIS

O Consultório Virtual foi criado pelo Ministério da Saúde em maio de 2020, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, via Proadi-SUS. A plataforma funciona como uma geradora de documentos: o profissional faz o atendimento à distância com o paciente nos canais de preferência, como telefone ou WhatsApp, e usa o Consultório Virtual para a emissão de receitas, prescrição de exames, entre outros.

O projeto prevê a entrega de até 20 mil certificados digitais emitidos por Autoridade Certificadora (AC) credenciada na Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), para utilização da assinatura eletrônica. Com a assinatura digital, o profissional adquire um código único e sua validação poderá ser consultada por setores externos, como farmácias, para checagem da autenticidade do documento.

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/consultorio-virtual-medicos-enfermeiros-e-dentistas-tem-ate-o-dia-31-de-dezembro-para-aderir-a-ferramenta-do-sus

Decit/SCTIE/MS lança Curso Introdutório de Políticas Informadas por Evidências e Diretrizes Metodológicas: Síntese de Evidências para Políticas durante webinar

Os produtos são gratuitos, online e disponíveis a todos os interessados no tema

O Curso

O Curso introdutório de PIE, realizado via PROADI-SUS, feito em construção conjunta com o HCOR, objetiva sensibilizar participantes sobre a importância da PIE na área de saúde por meio dos principais conceitos, identificação das potencialidades e métodos. As aulas são online, gratuitas e estão disponíveis para qualquer pessoa interessada no tema, incluindo gestores, profissionais de saúde e pesquisadores. O curso possui carga horária de 8 horas e deve ser realizado de dezembro a março de 2021. Inscreva-se: bit.ly/PIEonline

“O curso é um projeto para apoiar o fortalecimento das políticas informadas por evidência, disseminando como se deve trabalhar com a PIE, considerando realidades de cada região e suas diversidades”, disse Bernadete Weber, Superintendente de Responsabilidade Social na HCor.

A Diretriz Metodológica: Síntese de Evidências para Políticas

Síntese de Evidências para Política é uma iniciativa de integração de evidências científicas para apoiar gestão de políticas de saúde. Por isso, tem como principal objetivo reunir as melhores evidências científicas disponíveis no âmbito global e local e elencar opções para enfrentar problemas de saúde prioritários ao abordar benefícios, danos potenciais, custos, considerações de equidade e opções para implementação, bem como apontar possíveis adaptações a serem realizadas nas perspectivas dos usuários, trabalhadores de saúde, organização dos serviços e sistema de saúde. A Diretriz Metodológica: Síntese de Evidências para Políticas visa apadronizar metodologias para elaboração desse tipo de estudo no país.

“Trata-se da primeira publicação em âmbito governamental na América Latina e Caribe que se propõe reunir diferentes conhecimentos sobre esses métodos e tipo de publicação para políticas, trazendo avanços e ineditismos metodológicos para a área. Trata-se de um guia prático de consulta de pesquisadores, gestores, profissionais de saúde, usuários ou qualquer outra parte interessada, na linguagem mais simples possível.”, afirma Daniela Fortunato Rêgo, Coordenadora de Evidências e Informações Estratégicas para Gestão em Saúde do Decit/SCTIE/MS.

Além da equipe do HCOR e da equipe da Coordenação de Evidências e Informações Estratégicas para Gestão em Saúde do Departamento de Ciência e Tecnologia, contribuíram para a produção da Diretriz os pesquisadores Airton Tetelbom Stein (UFCSPA), Cássia Baldini Soares (Instituto Joanna Briggs/Centro de Excelência/USP), , Daniela Vianna Pachito (Hospital Sírio-Libanês), Davi Mamblona Marques Romão (Instituto Veredas), Jorge Otávio Maia Barreto (Fiocruz/Brasília), Laura dos Santos Boeira (Instituto Veredas), Mabel Figueiró (Hospital do Coração), Maria Sharmila Sousa (Fiocruz/Brasília), Maritsa Carla de Bortoli (Instituto de Saúde/SP), Nathan Mendes Souza (UFMG), Rachel Riera (UNIFESP/Escola Paulista de Medicina), Sônia Isoyama Venâncio (Instituto de Saúde/SP), Tatiana Yonekura (Hospital do Coração), Tereza Setsuko Toma (Instituto de Saúde/SP) e Vicky Nogueira Pileggi (FMRP/USP).

Confira a diretriz em: link

Fiocruz lança scanCOVID-19 para rastrear a informação científica mundial

Nunca na história da humanidade se produziu tanta informação científica ao mesmo tempo sobre um único tema: o coronavírus Sars-CoV-2 e a doença Covid-19. São centenas de milhares de documentos oriundos de múltiplas fontes e países, numa produção que não para. Manter-se atualizado sobre tudo que vem a público, diariamente, tornou-se um grande desafio.

Agora, uma nova ferramenta de busca lançada pelo Fiocruz, o sistema scanCOVID-19, chegou para ajudar pesquisadores, especialistas, gestores e profissionais de saúde pública – além de estudantes e interessados de outras áreas de estudo e pesquisa. No scanCOVID-19 –um sistema automatizado que monitora o que é publicado em fontes de dados públicas, credenciadas –, qualquer pessoa pode encontrar, rapidamente, a informação mais recente que foi publicada sobre os mais variados temas relacionados ao novo coronavírus e à Covid-19.

Concebido no âmbito do Programa de Pós-Graduação de Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS), em parceria com o Laboratório de Informação Científica e Tecnológica em Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (LICTS/ICICT/Fiocruz), o scanCOVID-19 é um sistema automatizado de coleta de informação científica que entrou no ar em novembro, permitindo acesso a mais de 125 mil registros científicos, nacionais e internacionais, sobre a Covid-19, desde janeiro de 2020. São artigos científicos nos diversos campos disciplinares, ensaios clínicos, vacinas em produção, entre outros assuntos relacionados, em texto completo, sempre que liberados por suas fontes de origem.

O conceito-chave do scanCOVID-19 é monitoramento da informação científica, a partir de diferentes bases de dados referenciais, organizados em um mesmo espaço de busca. Seu objetivo é fornecer um grande cenário da produção de conhecimento sobre Covid-19. Além de permitir uma busca direcionada e ágil – com foco nas necessidades da comunidade científica – o sistema é atualizado diariamente, de modo a permitir um acompanhamento quase em tempo real da produção de conhecimento científico sobre o novo coronavírus.

O novo sistema de busca da Fiocruz monitora diferentes fontes de informação: artigos em formato preprints ( que compreendem produção científica depositada online e de livre acesso em repositórios temáticos, que ainda não foi submetida à revisão por pares); ensaios clínicos em curso e já finalizados; artigos revisados por pares; e o portfólio de vacinas em desenvolvimento. Acompanha também as retratações feitas a artigos científicos. É possível ainda acompanhar os protocolos de pesquisas com seres humanos aprovados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) desde o início de 2020.

“O scanCOVID-19 realiza um monitoramento constante do ambiente de produção científica em escala mundial, com foco em fontes especializadas, por meio de um poderoso conjunto de algoritmos, um verdadeiro ‘robozinho’ de pesquisa. Inclusive tivemos que fazer um grande trabalho com algumas fontes de informação, que não estavam disponíveis a qualquer sistema de captação e raspagem automática de dados, para que aceitassem a pesquisa do scanCOVID-19”, conta Gustavo Barbosa, aluno do PPGICS, que desenvolveu o sistema como parte de seu projeto de doutorado.

“O LICTS tem por vocação trabalhar com informação científica e tecnológica e sempre se dedicou a desenvolver estratégias de monitoramento de informação em saúde. Já tivemos algumas experiências anteriores na linha do scanCOVID-19. Há 15 anos, criamos um primeiro ‘robozinho’ para monitorar informação sobre gripe aviária, o e-Monitor. Também fizemos um sistema similar para a dengue. Agora, desenvolvemos o scanCOVID-19 incorporando novas fontes de informação, e a tecnologia nos permitiu chegar a um conjunto de algoritmos que, no futuro, pode ser adaptado para uso no monitoramento de informação de outras temáticas ou interesses de pesquisa”, relata a professora Cristina Guimarães, orientadora de Gustavo.

Sob a coordenação geral da chefe do LICTS, Rosane Abdala Lins, o sistema monitora os seguintes repositórios temáticos de produção preprint: medrxiv.org; biorxiv.org; arxiv.org; ssrn.com; e Scielo Prepint. Para a produção revisada por pares, são monitorados o PubMed, o Scopus e a Scielo. E para os ensaios clínicos, o monitoramento abrange Clinical Trials, ICTRP e REBEC. O portfólio de vacinas em desenvolvimento é aquele sumarizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela London School of Hygiene & Tropical Medicine.

scanCOVID-19 é de uso livre pelo grande público e é totalmente gratuito. Sempre que permitido e aberto pelas fontes originais, é possível ter acesso a texto completo dos registros. Igualmente, algumas opções de busca estão disponíveis.

O monitoramento das fontes cobre todo o período desde janeiro de 2020.

“Não temos notícia de outro sistema similar em funcionamento, no Brasil ou em outros países, que cubra a diversidade de fontes que organizamos. Esperamos que, rapidamente, o scanCOVID-19 possa se tornar uma referência para pesquisadores, como um espaço organizado de registros de conhecimento a partir de onde se possa ter acesso a um quadro síntese sobre as publicações mais recentes”, complementa Gustavo.

Fonte: https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-lanca-scancovid-19-para-rastrear-informacao-cientifica-mundial

Eugênio Vilaça apresenta estratégias para enfrentamento da pandemia e suas consequências

A palestra magna do I Seminário Conass—Conasems: O protagonismo do SUS no enfrentamento da pandemia, que começou ontem (9) e segue até sexta-feira (11), do professor Eugênio Vilaça Mendes, trouxe informações importantes e dados a respeito das consequências da pandemia, além de estratégias para as consequências na assistência e na saúde da população (ACESSE AQUI A APRESENTAÇÃO).

Após o processo de mitigação e supressão desenvolvidos na chamada primeira onda da pandemia, os sistemas de saúde de todo o mundo têm de lidar com o ressurgimento dos casos e demais ações para evitar a retomada e o aumento dos casos de Covid-19 gerados pela segunda onda da pandemia, conforme explicou Vilaça.

“Na terceira onda, vêm à tonas as A terceira as condições crônicas não agudizadas, as agudizadas, além dos casos de Covid-19, fruto da atenção à saúde descontinuada, como consultas não urgentes, avaliações diagnósticas, cirurgias e outros procedimentos protelados por conta do coronavírus”, destacou.

Segundo o especialista, as ações de enfrentamento e estratégias para tratar destes “pacientes invisíveis” dependem muito do comportamento individual das pessoas, combinado à políticas públicas e ao planejamento e preparo do sistema de saúde.

A descontinuidade ou o adiamento dos serviços, além de diversas consequências como transtornos mentais e neurológicos, distúrbios renais, entre outros, daqueles acometidos pela Covid-19, trazem impactos significativos, tanto para a assistência, quanto para a economia da saúde.

Estudos citados por Vilaça associam o atraso do diagnóstico/tratamento oncológico ao aumento da mortalidade. Um dos dados apresentados aponta que ao menos 50 mil brasileiros podem ter ficado sem o diagnóstico de câncer entre 11 de março e 11 de maio deste ano. Outras consequências importantes estão relacionadas à saúde das crianças e à baixa cobertura vacinal.

A redução da assistência e dos procedimentos, como exames e cirurgias, causam grande impacto na economia do país, além do aumento do custo para o tratamento das doenças respiratórias agudas e graves que se assemelham ao tratamento da Covid-19.

Enfrentando a terceira onda

Entre as estratégias apresentadas para enfrentamento da terceira onda da pandemia, o professor destacou a mudança da postura dos prestadores de serviços, a confiança da população nos serviços e nos profissionais de saúde, o que, segundo ele, depende de uma comunicação efetiva e transparente e da garantia do retorno seguro às unidades de saúde.

“É preciso comunicar o plano de reagendamento, os protocolos de atendimento, além de reforçar a capacidade das equipes de saúde em reagendar e realizar os atendimentos, tomar medidas de distanciamento e higienização necessárias e a devida utilização dos Equipamentos de Proteção Individual”. Na Inglaterra, conforme citou o palestrante, o National Health Service (NHS) traçou um plano de retomada para os trabalhadores da saúde que inclui uma cultura inclusiva e treinamentos para os novos modelos de trabalho em equipe.

Vilaça finalizou falando da “era da aceleração que invadiu, de forma profunda e definitiva, os sistemas de atenção à saúde”, enfatizando que ela determina mudanças nos sistemas, que tendem a realizar reformas considerando a necessidade de atenção à saúde para todos; o crescimento exponencial das tecnologias digitais; a crise financeira; a integração dos sistemas em redes de atenção; e os novos modelos de gestão e de atenção à saúde.

Indicação de leitura:

O LADO OCULTO DE UMA PANDEMIA: A TERCEIRA ONDA DA COVID-19 OU O PACIENTE INVISÍVEL –  2020
Eugenio Vilaça Mendes

Disponível em: https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2020/12/Terceira-Onda.pdf 

Segundo dia do I Seminário Nacional Conass Conasems debate o Guia Orientador para o enfrentamento da pandemia nas RAS

Como o material auxiliou a reorganização dos serviços de saúde no Brasil durante a Pandemia da Covid-19 e experiências bem sucedidas dos estados foram temas das apresentações do segundo dia do evento

O segundo dia do I Seminário Nacional Conass Conasems começou com uma homenagem a todos os profissionais de saúde, em especial a assessora técnica do Conass, Viviane Rocha de Luiz,

falecida em março deste ano, vítima da Covid-19. “Enfermeiros, fisioterapeutas, médicos e técnicos de enfermagem abriram mão de seu descanso, bem estar e da saúde para cuidar das pessoas. A escolha da profissão sempre dá pistas sobre nossas prioridades. Em nome da Vivi, homenageamos todos os profissionais que estão nos corredores dos hospitais, nos consultórios, nas casas em um esforço de superação”, disse a assessora técnica do Conass, Maria José Evangelista ao iniciar o primeiro painel do dia.

Logo após a homenagem, ela iniciou a exposição sobre como o Guia Orientador para o enfrentamento da pandemia nas Redes de Atenção à Saúde ajudou a reorganizar os serviços de saúde no Brasil durante a pandemia da Covid-19.

A ideia de organizar um material que agrupasse todas as normativas publicadas pelo Ministério da Saúde em relação aos serviços de saúde durante a pandemia, surgiu a partir da discussão entre Conass e Conasems sobre como seria possível contribuir para amenizar a situação já que, desde o início da pandemia no país não havia uma liderança e nem ações coordenadas que pudessem orientar os profissionais de saúde. “A partir dessa percepção tivemos a ideia de elaborar em conjunto o guia de enfrentamento da pandemia como fio condutor para os gestores estaduais e municipais”, explicou a assessora.

O guia tem como objetivo contribuir na resolução de problemas relacionados à pandemia oferecendo aos estados e municípios toda normativa (manuais, portarias etc., publicadas pelo Ministério da Saúde) disponível em um só lugar de uma forma operacional e com certa uniformidade, colaborando assim com a capacitação dos profissionais. “O profissional que está na ponta não conhece esses materiais que foram lançados e não tem tempo de ler então era muito difícil eles se apropriarem de todo esse acervo e colocarem em prática. Nós acompanhamos todas essas publicações e as colocamos em um só lugar acrescidos de uma matriz operacional que facilita ao profissional perceber o problema e entender o que é preciso fazer para resolvê-lo, embora não haja uma fórmula pronta para isso”.

Para implementar o guia Conass e Conasems formaram uma coordenação nacional que realiza reuniões e avaliações do que está sendo feito para e com isso aprimorar e atualizar cada vez mais o guia que já caminha para a publicação de sua 4ª edição. Além disso também foram formados grupos em cada estado com esse mesmo objetivo, formado pelas Secretarias Estaduais de Saúde e pelos Cosems.

Até agora 20 estados aderiram ao Guia e destes, 13 já atingiram as regiões programadas. Quatro estados estão ainda as etapas iniciais e três reduziram sua área de abrangência.

Alguns dos resultados já obtidos com a implementação do Guia são a parceria com o Programa Todos pela Saúde que viabilizou a aquisição e distribuição de 105.000 oxímetros para todas as Unidades Básicas de Saúde do país, inclusive indígenas;  a realização de testes e capacitação nas Instituições de Longa Permanência de Idosos e a parceria com o hospital  Sírio Libanês para organização dos hospitais de urgência e emergência.

Ela finalizou a apresentação com o texto coletivo construído pelos facilitadores do projeto no qual eles destacam o desafio de transformar o que está escrito em realidade, como um trabalho que requer liderança, paciência, persistência, e muita resiliência. Acesse aqui a apresentação.

O evento continua amanhã, à partir das 14h30 com transmissão pelo canal do Conass no youtube. Acompanhe!

 

 

Fonte: https://www.conass.org.br/segundo-dia-do-seminario-debate-o-guia-orientador-para-o-enfrentamento-da-pandemia-nas-ras/